Texto de Aurélio Gonçalves Robles

PERDOA HOJE

O perdão é uma necessidade para todo aquele que pretende alcançar a felicidade real. No entanto, há mais de uma forma de perdão, um perdoa para alcançar o perdão de Deus, porém continua cometendo delitos gravíssimos, é mais um pedinte do que um indulgente; outro perdoa, mas não quer ver mais, em sua frente aquele que o magoou, mentiu, pois não perdoou; alguém perdoa, desde o perdoado nunca mais erre contra ele, este submeteu o “beneficiado” a uma eterna condenação; mais outro, perdoa, desde que seu ofensor se humilhe aos seus pés, não perdoa, escraviza; e por aí vai se estendendo a lista dos falsos perdões.

Na verdade, só existe o perdão simples e, de uma única forma: o sincero, aquele que não guarda mágoas, nada exige, não impõe condições, deixa que o perdoado alcance por si mesmo a virtude de não mais prejudicar a quem quer que seja, pois sabe que esta conquista há de ser muito pessoal, sem outra imposição senão aquela do convencimento, ditado pela sua consciência, de que a própria felicidade está em nunca fazer alguém infeliz e, mais ainda, em sentir-se feliz na felicidade do próximo.

Contudo, o perdão não algo tão simples de se conceder. Na atual condição evolutiva de todos os habitantes de nosso orbe, raros são os que perdoam irrestritamente. Quase sempre se carrega para os dias futuros uma pontinha de ressentimentos, ainda somos imperfeitos.

Há, porém, uma condição muito relevante no perdão sincero, é o fato de se perdoar imediatamente, não se deixar resquícios, mágoas mal resolvidas, pois, estás voltarão, fazendo-te remoê-las, sofrendo-lhes as consequências, toda vez que dela te lembrares. Não acalentes a ideia de que vais esquecer, isto é falso, pois em quaisquer coincidências tu as lembrarás e, agora, fazendo-te brigar com a sombra do passado com uma carga de adrenalina muito maior e, de consequências maiores e mais terríveis para os teus órgão mais sensíveis, com alcances desastrosos para a tua saúde de imprevisível duração dos seus malefícios.

Para que o perdão se efetue e não deixe sequela é importante que tudo fique resolvido no momento dos acontecimentos, mas se sabe que nem sempre há condições de se discutir, então fica um pouco mais difícil a reconciliação e, o que fazer, então? É o que vamos procurar dar um rumo, muito embora, não haja pretensão, de nossa parte, solucionar a questão, apenas a título se sugestão. Nesse caso, procure-se apegar à oração, pedindo à Deus e aos Espíritos Amigos que nos acompanham e, de uma forma geral, administram as nossas vidas, para que nos inspirem e nos deem forças para eliminarmos as mágoas e ressentimentos dentro de nós mesmos, não nos preocupem as demoras e as reincidências por dias consecutivos, o importante é as trabalharmos para que esses desgaste se façam por completos, pois, eles, mágoas e ressentimentos, tendem, depois de degastados pelas preces e exercícios pessoais a desaparecerem naturalmente. Durante esse período será de bom princípio evitar o contato com esses desafetos, mantendo-se em orações por eles e por nós. Quando sentir-se seguro procura-los e pedir-lhes desculpas e perdão, se for o caso, pois a Espiritualidade que cuida de nós, cuida também dos nossos inimigos. Mas, cuidado, necessário se sonde as condições daquele que, agora já devemos considerá-lo um ex desafeto, para certificarmos que o momento está propício.

Seguidas essas regras, sempre que relembrarmos esses episódios, os lembraremos com compaixão seguida de orações, por nós e por eles, certificando-nos que as mágoas e os ressentimentos ficaram no passado. Só então, estaremos certos que somos capazes de perdoar incondicionalmente e que realmente já tínhamos, naqueles momentos, a propositura “PERDOA HOJE”

Americana, 19 de maio outono de 2021


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